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Esposa do Roberto, mãe do Jader, madrasta da Ana Luisa e da Maria Clara, especialista em Psicologia Positiva Aplicada, professora de Inteligência Emocional, graduada em Direito e graduanda em Psicologia, master coach e uma otimista inabalável dedicada a ajudar pessoas como você a criar a vida que você ama viver.

 

Parentalidade: por que é importante delimitar fronteiras?

parentalidade

Parentalidade é um tema muito levado nas terapias de casais e abordado nas palestras de inteligência emocional. Visto que uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas madrastas é de lidar com enteados que não as aceitam como figura de autoridade. 

Com isso, o lar se transforma em um ambiente conturbado, sem organização e com uma rotina prejudicial para a construção de um relacionamento saudável. 

Neste artigo, vou abordar sobre a importância de dar atenção à parentalidade, o papel da madrasta e porque você não deve se culpar quando não é correspondida pelos enteados. Acompanhe!

Entenda o que é parentalidade

Parentalidade é a ação de desempenhar a função correspondente à figura parental dentro de uma família. Por exemplo: numa relação conjugal os pais executam papéis diferentes, cada um com suas respectivas responsabilidades, e o mesmo ocorre nas famílias reconstituídas. Ou seja, aquelas formadas por casais em que um dos cônjuges, ou ambos, têm histórico de divórcio e geraram filhos.

No caso em que há um segundo casamento, a madrasta também tem seu lugar. Portanto, a parentalidade também é vivenciada nesse contexto. Inclusive é onde exige muito mais atenção e cuidado, porque estamos tratando de uma terceira função, da madrasta, que desempenha o papel de cuidadora. Ela merece respeito e ser valorizada pela singularidade de seu papel, com identidade própria e um lugar na estrutura familiar. 

Quando a parentalidade é trabalhada de forma adequada nas famílias reconstituídas, a madrasta é respeitada pelos enteados e um laço de confiança é estabelecido entre eles. Nasce então, um relacionamento que direciona para o crescimento contínuo. A partir disso, o pesadelo de ser uma stepmama acaba.

Assim sendo, toda aquele rótulo negativo, adotado pela sociedade, é substituído por uma versão oposta. Ser madrasta é muito mais do que uma cuidadora, é ocupar um lugar que ninguém, além de você, pode preencher com tanta propriedade. Ao adotar a parentalidade com sucesso, o casamento e a família nunca será abalada.

Em outras palavras, organizar a conjugalidade requer também um bom planejamento da parentalidade. Só assim, é possível mudar de fase no recasamento, e fazer planos cada vez mais ousados, sempre com o objetivo de fortalecimento, crescimento e plenitude.

Parentalidade: saiba qual é o papel da madrasta

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Quando tratamos de conjugalidade, automaticamente trabalhamos a parentalidade. Porque se houver negligência em um desses pilares, a saúde do casal entra em risco. Por isso, a madrasta precisa desenvolver a sua identidade dentro do casamento. Embora a madrasta não sejaé uma substituta da mãe, ela executa o papel de adulta. 

Em outras palavras, todo adulto na posição de responsável pelo cuidado de uma criança precisa executar tarefas associadas à maternidade, como dar banho, alimentar, impor limites etc. No entanto, é preciso saber onde acaba a função da madrasta e quando começa o papel da mãe biológica.

Lembrando que, por questão de saúde mental, a mãe biológica não pode ser substituída. Por isso, tomar o lugar dela pode gerar problemas emocionais na criança. Então, entender qual é a sua identidade nesse contexto é fundamental para evitar frustração, falhas na parentalidade, confusão de tarefas que precisam ser executadas por você, pelo cônjuge e pela mãe dos enteados.

O papel da madrasta precisa ser claro para todos os envolvidos. Isto é, você, seu cônjuge, enteados e ex-mulher do seu parceiro. Inclusive, isso torna o relacionamento muito melhor. Por exemplo: o enteado não vai sentir medo de perder o olhar do pai, porque se sentirá amado por você;, a ex-mulher não vai se implicar por pensar que ocupará o lugar dela como mãe, o cônjuge não fugirá das responsabilidades que foram negociadas de forma justa entre vocês.

Veja porque você não deve se culpar tanto

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A primeira experiência como madrasta pode representar um grande desafio. Isso porque é preciso se preparar antes e quando isso não acontece, muitos conflitos surgem. Por essa razão, o segundo casamento pode evoluir rapidamente para um divórcio. Principalmente quando há filhos e enteados, ou seja, uma família mosaico. 

Normalmente, a madrasta de primeira viagem sente-se culpada. Pois ela tenta se relacionar com os enteados, porém acaba afastando ou aumentando os conflitos. Além disso, muitas não contam com o apoio do cônjuge, que fica sempre do lado dos filhos quando o assunto é regras. Consequentemente, a madrasta passa a se sentir frustrada, rejeitada e incapacitada.

Entretanto, é uma falsa percepção que se tem sobre o papel de madrasta. Por conta da influência dos contos infantis, da mídia, do rótulo determinado pela sociedade, muitas mulheres tendem a não aceitar essa função. Mesmo que de forma inconsciente, existe a própria rejeição de sua identidade como stepmama. Por consequência, influencia no seu desempenho e na imagem que transmite aos enteados.

Apesar de não existir um manual exato de como se tornar uma madrasta, há metodologias que facilitam o desenvolvimento de um convívio saudável. A partir de estudos comprovados e embasamento científico é possível identificar com clareza quais problemas exigem mudança imediata, como distribuir responsabilidades sem gerar atritos, liderar os enteados sem sacrifícios e lidar com adversidades inerentes a família reconstituída com maestria. 

Se você é madrasta e sofre em exercer esse papel e ainda precisa administrar outros problemas, como trabalho, organização da casa, também é indicado terapia de casal ou treinamentos especializados. Cedo ou tarde, será necessário desenvolver a inteligência emocional para sintonizar a conjugalidade com a parentalidade. 

Parentalidade no recasamento: a importância das regras

Outra característica fundamental da parentalidade é a presença de regras bem definidas entre o casal. Em geral, esse procedimento costuma gerar conflitos entre os parceiros. Por consequência, reflete no mau comportamento dos enteados frente às regras impostas. Quando a tarefa de educar é atribuída ao cônjuge, pai biológico, mas negligenciado por ele, existe grande chances de virar uma bola de neve.

Se já não é possível dialogar, entrar num acordo, assumir compromisso com as responsabilidades combinadas é momento de procurar ajuda. Não espere seu casamento acabar, porque o sucesso de uma parentalidade depende de um planejamento e um acompanhamento de um especialista que pode guiar para a direção certa.

Parentalidade é um tema que merece atenção, porque determina uma conjugalidade próspera e uma família reconstituída pautada no respeito, amor, união e crescimento contínuo. Por isso, priorize esse pilar em seu casamento e garanta resultados efetivos.

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